14 Novembro 2009

"Ainda leva uma cara pra gente poder dar risada."

05 Novembro 2009






Há quase cinco anos fazendo esse blog direto, preciso dar um tempinho pra passear por outras paradas, respirar outros ares e pensar com algum distanciamento sobre o que rolou aqui, até agora. Não quero me tornar repetitivo e nem blogar no piloto automático.
O Avenida Copacabana não é só meu. Esse espaço existe porque é construido principalmente por vocês, que vêm aqui, me dão as mãos e passeam junto comigo. Sem as suas visitas não teria o menor sentido expor na internet o meu olhar sobre a vida, sobre as pessoas e sobre Copacabana.


O Av. Copacabana entra de férias durante algum tempo. Espero reencontrar vocês aqui, meus queridos e queridas.
Comportem-se. Não briguem. Divirtam-se. Falem com estranhos. Usem camisinha.
Tem Fanta Uva, Mineirinho e cerveja na geladeira.
E lembrem-se: a vida é muito curta pra gente ser triste.
Um beijo, Jôka


Fotos - Jôka P.

01 Novembro 2009

Parada Gay em Copacabana




Apesar da chuva, não resisti ao pancadão dos carros de som que desfilavam debaixo da minha janela e fui participar da Parada Gay de Copacabana.
Fiz poucas fotos, porque com aquela chuvinha a minha câmera começou a ficar toda molhada e aí achei mais prudente guardá-la no bolso.
Mas acho que essas imagens já deram a idéia de que - ao contrário do que muita gente acha (e admito que algumas vezes eu também) a Parada não teve nada de chocante, nem deixou ninguém com "vergonha alheia".
Tudo rolou na maior paz, sem violência, com alegria e principalmente com a presença de muitas famílias levando as suas crianças.
Porque isso também é dar educação, ensinando respeito, aceitação e cidadania.

Tenho orgulho do meu caráter, da educação que tive a sorte de receber dos meus pais, da minha conduta e também tenho muito orgulho dos meus desejos. Tenho orgulho do que sou.
E você, não tem?
Porque, afinal, se você não tiver orgulho de si mesmo, então quem é que vai ter, não é ?


Fotos - Jôka P.

I say a little prayer for you

Nem toda história tem um herói e um vilão, mas ainda assim, não deixa de ser uma boa história.

29 Outubro 2009

Toy Boy


Às vezes fico na dúvida: não sei se não tenho identidade alguma ou se na verdade tenho muitas, tal a minha capacidade de me virar do avesso e de me reinventar.
Houve um tempo em que era moda dizer: “Só me arrependo do que não fiz”. Esse arrependimento eu não tenho. Olhando pra trás, vejo que sempre fiz tudo o que fiquei a fim de fazer. E continuo fazendo.
A minha ordem de prioridades é essa: primeiro eu, depois eu e por último, mas não menos importante, eu também. Nunca esperei pouco da vida, e ela me deu tudo o que poderia dar, de bom e de ruim.


Esse papo aqui é com você, que ainda há pouco reclamou comigo no telefone, que eu não tenho atualizado mais o blog, e tal. Taí.
Você, que, queira ou não, agora já faz parte dessa história que se passa em Copacabana. E que acabou desmentindo a máxima de Elie Wiesel, que um dia disse: “Depois de tudo o que já vivi, nada que me aconteça poderá me fazer muito feliz, nem muito infeliz.”

Ilustrações - Jôka P.

25 Outubro 2009

Estrelas cadentes não gritam quando caem



Há muito anos, estávamos eu e Miguel olhando pro céu de Itaipava, na rede da varanda - loucos, desarvorados, rindo de qualquer besteira. Quando de repente, uma estrela despencou sobre as nossas cabeças. Sem nenhum ruído, nada. Talvez um rastro luminoso, mas muito breve.
Tão breve que mal deu tempo de gritar : -"Olha lá uma estrela cadente !"
E tudo já tinha se acabado.


A solidão repleta de gente é a pior de todas. A solidão dos meninos que nunca aprenderam a crescer.

Quando eu era criança, a minha avó me levou ao Cinema Metro Copacabana, para assistir Quo Vadis.
Vovó torcia por Deborah Kerr, a bondosa cristã de túnica azul, que amarrada numa estaca, enfrentava corajosamente uma fera faminta. Eu torcia pela vilã, a bela imperatriz morena, coberta de jóias, que condenava abaixando o dedão, impiedosa.


Anos depois, descobri o nome daquela coadjuvante que encheu meus sonhos por algum tempo. A atriz se chamava Patricia Laffan e nunca se tornou uma estrela.

Mas numa espécie de vingança estranha e compulsiva, eu inventei a sua história : ela se casou com um homem bom, o bonitão da turma, que a amava desde os tempos da escola. E que sempre esperou por Patricia, até que ela se cansasse da carreira.

Então construiram juntos um futuro de felicidade, uma vida em Technicolor.

Patricia Laffan e Peter Ustinov em Quo Vadis

Patricia Laffan na verdade nunca soube que as estrelas não gritam quando caem. Ela foi mais esperta, pulou fora antes do fim.
Ou talvez ela tenha entendido uma verdade tão dolorosa quanto definitiva : estrelas cadentes não gritam, porque há muito tempo perderam a voz, cansadas de tanto gritar por socorro.

24 Outubro 2009

Choose me

O que lembro dos primeiros anos eram as longas horas de solidão na escola que demoravam a passar.
No recreio, fingia estar ocupado com alguma coisa importante. Ou então fazia de conta que preferia estar sozinho.
Mas havia uma coisa que me protegia: eu sabia desenhar. Era como se enquanto estivesse desenhando, eu quisesse dizer: olhe pra mim, estou aqui. Me escolha.


21 Outubro 2009

Gato mia

Sinceramente, não posso me queixar da vida. Tenho sido muito feliz e, porque não, mimado pelas pessoas queridas que também gostam de mim. Como vocês, por exemplo.
Todo mundo adora presentes, lógico. E não me lembro de ter recebido nada com mais surpresa e alegria do que esse pacote de chocolates Língua de Gato da Kopenhagen, que ganhei ontem à noite. Só não me perguntem de quem, porque, vocês sabem, acho muito abuso e não dou essas intimidades.
Mas o que é que eu posso achar desse gesto assim tão incrível e inesperado?

Segundas ou terceiras intenções.
Miau ?

18 Outubro 2009

Copacabana dinner party

Sabe aquele cara super incrível que você pode levar tranquilamente pra jantar na casa dos seus pais sabendo que não vai dar absolutamente o menor vexame?


Definitivamente não sou eu.


14 Outubro 2009

3 ursinhos carinhosos

Mini Funky Bears

11 Outubro 2009

Pretty Jôka

Joka boy

Fui um garoto lindo. O meu rosto parecia ter sido feito de açúcar e lambido pelos anjos. Quando eu chegava na escola, no pré-primário, as professoras e todas as crianças levantavam e aplaudiam de pé, emocionadas com aquele menino tão belo.
Depois de um certo grau de beleza, os alunos de minha escola iam para uma sala VIP, que até hoje ainda é chamada de "Sala Jôka P.”.

Twitteiros Compulsivos... só por hoje sem twittar.

Olá, amigos ! O meu nome é @Joka_P !

Sou dependente e vou ficar só por hoje sem o Twitter.

08 Outubro 2009

Sol e chuva, casamento de viúva

Chuva em Copacabana

Chove sem parar no Rio. Adriana Calcanhoto cantou que “cariocas não gostam de dias nublados”. Eu gosto. Quanto mais chuva, frio e tempo nublado, melhor.
O verão e o calor sempre me deprimem.

Sempre digo (e repito) que vou voltar pra academia, parar de comer tanto macarrão e deixar de perder tempo viajando na internet. Mas apesar disso até refletir uma vontade real, é tudo mentira, nunca vai acontecer. Nunca. Aliás, a tendência é só piorar.

Esses dias fui assistir à duas peças ótimas: o Hairspray, que já falei no post aqui abaixo, e “O despertar da Primavera”. É uma espécie de ópera rock, que fala da difícil descoberta da sexualidade através um de grupo de adolescentes alemães no final do século XIX.

Pra quem gostar de musicais (eu adoro!) o link com mais informações sobre o espetáculo está aqui.

Os comentários no blog estão diminuindo cada dia mais. Com certeza isso não é só aqui, é geral. Nada pessoal.
Blogs estão se tornando ultrapassados, o perfil das mídias mudando rapidamente, como aconteceu com os Fotologs e com o Orkut, por exemplo. É super normal a fila andar.
Cansei de dizer isso, mas vocês não acreditaram.
A verdade é que não gosto nem um tico de ficar aqui sozinho, falando com as paredes. A minha carência ainda não chegou a esse ponto.

05 Outubro 2009

Hairspray - a força da peruca !


A versão brasileira do musical da Broadway HAIRSPRAY, traduzida e dirigida por Miguel Falabella é uma superprodução com 40 cenários, mais de 350 figurinos lindos, 100 perucas hi-lá-rias, um elenco formado por 31 atores e 12 músicos.

A peça é estrelada por Edson Celulari, que vive a gorda dona de casa Edna, com 5 quilos de enchimento no corpo, Simone Gutierrez , que arrasa muito como Tracy Turnblad, a maravilhosa Arlete Salles, bacanérrima como Velma, Danielle Winits (Amber) e Jonatas Faro no papel de Link.

Nem precisava dizer, mas é lógico que Hairspray tem aquele toque de alta qualidade e glamour que está presente em todas as produções de Miguel.

Assim como todo o público entusiasmadíssimo, que aplaudiu de pé, me emocionei muito e ADOREI !

Teatro Oi Casa Grande - Rua Afrânio de Mello Franco 290, Leblon , Rio de Janeiro, RJ
Quintas e sextas, às 21h, Sábados, às 18h e 21h30; Domingos, às 19h - Informações: 3114-3716/3114-3712 - Classificação: Livre


Miguel e Môka, a giganta. Tenha medo, tenha muito medo.

Heaven ♪♫ I´m in heaven... ♫♪♫ Olha só a minha cara de felicidade, tietando a estrela Arlete Salles.